Depois de pedir “arrogância positiva” como a do Brasil, Bert van Marwijk quer agora “emoção uruguaia” na seleção laranja

Sneijder comemorou contra o Brasil o gol da classificação (Foto: François-Xavier Marit/AFP/Getty Images)

Van Marwijk, técnico holandês, quer time mais apaixonado, como o dos uruguaios (Foto: Henry Romero/Reuters)
Quando Holanda e Uruguai entrarem em campo nesta terça-feira às 15h30 (horário de Brasília), a emoção vai estar em campo. Pelo menos no que depender do técnico dos Países Baixos, Bert van Marwijk. A paixão é, segundo ele, a virtude maior do time sul-americano, o único do continente a se qualificar para as semifinais.
É a segunda partida seguida em que o treinador exalta as qualidades do adversário, querendo-as para seu time. Contra o Brasil, Marwijk enalteceu o que chamou de “arrogância positiva” da seleção canarinho. Ele queria a confiança e a determinação para os seus, enquanto deixaria o salto alto para o time de Dunga. É bem verdade que não foi isso que definiu o jogo, mas a fórmula é análoga.
A admiração não é de ocasião, disse Van Marwijk. A garra da Celeste animou uma das preleções pré-jogo no Mundial. “Você sempre deve explorar suas próprias forças e se ater à sua cultura futebolística, mas sempre existem coisas para se aprender com outros times”, explicou-se.
Sem espetáculo por opção desde a saída de Marco Van Basten do cargo em julho de 2008, a Laranja Mecânica quer chegar a sua terceira final na história das copas. Nas outras duas, em 1974 e 1978, amargou a vice contra Alemanha e Argentina, apesar de ser o “time-sensação”. Agora, o pragmatismo e a frieza falam mais alto. O técnico agora parece querer mais coração na ponta da chuteira.
Nada de futebol-arte. Desculpaí, Johan Cruyff. O maior jogador da história holandesa queria um jogo mais bonito, mas vai ficar para a próxima convocação. Sneijder, Robben e Kuyt continuam a ser as esperanças.
A Celeste, por seu lado, cumpre a função de azarão. Para exercer bem o papel, precisa surpreender, fazer a zebra desfilar na Cidade do Cabo. Para quem se classificou na repescagem das eliminatórias sul-americanas contra Costa Rica, estar entre as quatro melhores do mundo é uma surpresa. Passar das oitavas era um feito inédito desde 1970.
Surpreender a Holanda seria repetir um feito de 80 anos. A única final disputada pelo Uruguai foi em 1930, diante da Argentina, quando a Celeste sagrou-se campeã pela primeira vez. Na segunda ocasião em que ergueu a Jules Rimet, em 1950, no Brasil, havia um quadrangular decisivo e não o formato de chaves eliminatórias.
Oscar Tabárez, o técnico do time azul, terá de lidar com os desfaques do atacante e aprendiz de goleiro Luis Suarez e do lateral-esquerdo Fucile. Tem em Diego Forlán, filho de Pablo Forlán, a maior esperança do time. El Loco Abreu deve permanecer no banco de reservas.



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