No máximo, duas seleções da região alcançaram, ao mesmo tempo, a penúltima etapa do Mundial. Europeus monopolizaram em 4 edições

Quatro sul-americanos estão nas quartas de final. Cada um em uma chave, o que significa que em todo jogo desta sexta-feira (2) e deste sábado (3) tem time da área em campo. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Se todos vencerem, a Copa do Mundo se “transforma” em um torneio continental em que apenas seleções da região tomam parte. A supremacia do Mercosul sobre os associados da União Europeia é raridade. Nunca, na história dos Mundiais, mais do que duas seleções sul-americanas alcançaram, ao mesmo tempo, as semifinais.
A batalha das quartas começa com Brasil x Holanda (às 11h) e Uruguai x Gana (15h30, horários de Brasília). No dia seguinte, pela manhã, jogam Argentina x Alemanha e, pela tarde, Paraguai x Espanha. Essa combinação quer dizer que o continente pode ter todas as vagas da semi, como pode terminar sem nenhuma, é claro. A situação é inédita.
Sul-americanos se dão bem
- Uruguai 0 x 0 França
- África do Sul 0 x 3 Uruguai
- México 0 x 1 Uruguai
- Argentina 1 x 0 Nigéria
- Argentina 4 x 1 Coreia do Sul
- Grécia 0 x 2 Argentina
- Itália 1 x 1 Paraguai
- Eslováquia 0 x 2 Paraguai
- Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia
- Brasil 2 x 1 Coreia do Norte
- Brasil 3 x 1 Costa do Marfim
- Portugal 0 x 0 Brasil
- Honduras 0 x 1 Chile
- Chile 1 x 0 Suíça
- Chile 1 x 2 Espanha (derrota)
Oitavas
- Uruguai 2 x 1 Coreia do Sul
- Brasil 3 x 0 Chile (derrota)
- Argentina 3 x 1 México
- Paraguai 0 x 0 (5×3) Japão
Em cinco edições, duas seleções sul-americanas chegaram entre os quatro primeiros. A final foi regional em três: em 1930, 1950 e 1962. Respectivamente, Uruguai encontrou Argentina e Brasil, e o time canarinho bateu o Chile. Nas outras, uma seleção não chegou lá, no caso de 1970 e de 1978. Não por acaso, isso aconteceu quando a sede foi na região.
A “hegemonia” sul-americana, ainda não plenamente confirmada, depende dos resultados de sexta e de sábado. Se três passarem, o patamar estará superado.Se quase tudo der errado e apenas uma representação passar de fase, a história cai numa grande mesmice. É que foram nada menos do que nove copas, em uma história de 18, com apenas uma seleção daqui entre as melhores.
Os europeus, proporcionalmente os mais numerosos na Copa, tem apenas três equipes ainda na disputa, o que significa que não poderão monopolizar as semis. A Copa teve essa cara de Velho Mundo em quatro edições – 1934, 1966, 1982 e 2006 –, sempre sediadas no continente.
Os africanos nunca ultrapassaram as quartas. Já os asiáticos, grandes ausentes em 2010, só chegaram há oito anos, façanha obtida pela Coreia do Sul. A América do Norte ficou entre os quatro melhores em 1930, com os Estados Unidos.
Agora, cabe aos times irem a campo e fazerem história.






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