Parlamento britânico quer fazer CPI para investigar fiasco da seleção na Copa. Nigéria abandona competições internacionais por dois anos
Cutucando a onça com vara curta
A partida entre Argentina e Alemanha, pelo futebol jogado pelas duas equipes até agora, tem tudo para ser um jogo histórico. No entanto, os alemães estão fazendo questão de deixar o clima ainda mais quente. Na quarta-feira (30), o meia Schweinsteiger já havia chamado os argentinos de “desrespeitosos” e na coletiva desta quinta-feira (1º), o capitão da esquadra europeia, Philipp Lahm (ao lado), disse que os rivais sul-americanos são maus perdedores. “Sabemos que os sul-americanos são impulsivos e temperamentais, e que não conseguem perder”, cutucou Lahm. “Vamos ver no sábado como eles vão perder e como eles vão se comportar após a derrota”, acrescentou.
E a onça respondeu…
A resposta portenha foi dada pelo meio-campista argentino Javier Pastore, que respondeu dizendo que o meia alemão teria de pensar nele ao invés de ficar falando da vida alheia. Já o técnico e pop star Diego Maradona perguntou, em entrevista à Fox Sports Argentina: “O que há com você, Schweinsteiger, está nervoso?”. Em seguida, desdenhou o meia. “Não temos tempo para pensar em Schweinsteiger”, encerrou o comandante que, como jogador, ganhou uma final dos alemães em 1986 e perdeu outra em 1990.
História pregressa
Não se sabe se a tática alemã é enervar e descompensar os rivais, mas o fato é que as referências germânicas dizem respeito ao jogo de quartas de final da Copa de 2006. A partida terminou empatada em 1 a 1 na prorrogação, mas os argentinos perderam por 4 a 2 nos pênaltis para a Alemanha. No final, a pancadaria rolou solta com atletas como Cambiasso e Maxi Rodríguez indo pra cima dos adversários. Coube a Oliver Bierhoff, então diretor esportivo da equipe europeia, tentar separar o tumulto e acalmar os ânimos. Teremos outro episódio de luta livre no sábado?
Fiasco na Copa é questão de Estado
E não é que o desempenho inglês no Mundial pode virar motivo de uma CPI? Pelo menos é essa a proposta do deputado conservador David Amess, que disse em seu site que ficou tão indignado, mas tão indignado com a seleção da terra da Rainha que apresentou uma moção parlamentar exigindo a instalação de uma CPI para investigar a situação do ludopédio inglês. De acordo com o político, muitos atletas “flagrantemente ganham demais e jogam de menos”. A Fifa se posicionou contra qualquer investigação e condenou a França por tentar fazer o mesmo.
Banimento nigeriano
Mas o caso mais grave de interferência do poder público aconteceu na Nigéria. De acordo com o porta-voz da Fifa, Nicolas Maingot, a entidade foi informada pelo governo local sobre a punição imposta à seleção. O presidente Goodluck Jonathan decidiu retirar a equipe de todas as competições internacionais nos próximos dois anos, com o objetivo, segundo ele, de reorganizar o futebol. Não se sabe ainda se a atitude irá gerar sanções por parte da Fifa, mas a possibilidade existe.
Desinformação russa
A Rússia não conseguiu vaga para a Copa do Mundo, mas os bares da capital Moscou nos horários de jogos do Mundial ficam lotados de torcedores entusiasmados (o entusiamo talvez seja explicado também pelo consumo de vodca). Mesmo assim, de acordo com uma pesquisa feita entre 18 e 22 de junho por uma empresa que atende pelo sugestivo nome de Levada, 8% da população aponta a Rússia como favorita para vencer a Copa. A Turquia, que também não se classificou para o Mundial, tem 2%. O Brasil é o favorito disparado com 33% dos palpites dos entrevistados.
A cerveja haitiana que torce pelo Brasil
Quem lembra do amistoso entre a seleção brasileira e a haitiana realizado em agosto de 2004 pela Unicef, pôde perceber toda a afeição da população local pelos jogadores brasucas. Agora, um comercial de cerveja do Haiti explorou a torcida dos cntro-americanos pelos brasileiros e também a rivalidade com os hermanos argentinos. Curioso:



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