As quartas de final da Copa do Mundo de 2014 terminam nesse sábado com a definição dos outros semifinalistas que enfrentarão o vencedor de Holanda e Uruguai, classificados na triste sexta-feira futebolística para os brasileiros
Às 11h, um clássico do futebol mundial recheado de provocações. Alemanha e Argentina em campo em um jogo que, pelo retrospecto histórico e também deste Mundial, deve ter muitos gols – basta os deuses dos estádios e os senhores dos times quererem. Afinal, os portenhos têm o melhor ataque com dez gols, enquanto os alemães seguem logo atrás com nove. Já às 15h30, o surpreendente Paraguai, melhor defesa entre os oito melhores, com um gol sofrido, enfrenta a poderosa Espanha de David Villa, talvez o jogador mais decisivo do torneio até agora.
Argentina X Alemanha – 11h
Para a peleja que abre o dia da bola na Copa, Franz Beckenbauer, o ídolo alemão campeão como jogador e técnico, deu a receita para os germânicos. Para derrotar a Argentina é preciso atacar pelo centro e pela esquerda, lado de Heinze. “Temos que pressionar a defesa, o setor débil dos argentinos. Miroslav Klose deverá atacar desde o princípio contra os centrais, que já deixaram passar algumas bolas nas oitavas contra o México. Thomas Muller pode escapar pela direita em cima de Heinze”, aconselha o Kaiser, de acordo com o Ole.
Já o treinador hermano Diego Maradona diz não ter medo de cara feia nem da seleção alemã – mas sabe fazer careta, vide foto. Para ele, a vitória dos adversários sobre a Inglaterra não foi nada disso. “A Alemanha ganhou muito fácil da Inglaterra, que ofereceu contra-ataques. Mas contra Sérvia, os alemães não tiveram a bola. Não estamos na cabeça com os 4 a 1 sobre a Inglaterra. Não acreditamos na mentira. Inglaterra facilitou demais. Mas isso é futebol”, disse na coletiva. E concluiu, com certa obviedade: “a Alemanha é um rival forte, mas se mantivermos a posse de bola levaremos vantagem”. Jura?
A seleção europeia, caso passe para as semifinais, tem outro motivo de preocupação. Pendurados com o cartão amarelo, seis atletas vão ter que entrar mais atentos na partida: o zagueiro Friedrich, o lateral-direito Lahm, o volante Khedira e os meias Schweinsteiger, Özil e Müller. Porém, a ordem é não aliviar. “Precisamos agir em conjunto. Mas se houver a necessidade da falta, não deixaremos de cometê-la”, prometeu Friedrich.
Espanha X Paraguai – 15h30
Motivos extra-campo podem motivar a torcida amanhã na partida da tarde. Do lado paraguaio, existe a promessa da modelo Larissa Riquelme, musa informal da Copa, de se desnudar em caso de triunfo da sua seleção diante da Espanha. Mas as garotas do Futebol para Meninas já decretaram: Roque Santa Cruz, atacante do Manchester City, é o “muso” do Mundial. Ou seja, homens e mulheres têm motivos para torcer pelos vizinhos sul-americanos.
Os espanhois também têm sua musa e devem estar preocupados com ela. A jornalista Sara Carbonero, namorada do arqueiro Iker Casillas, foi acusada de ter desviado a atenção do goleiro no tento marcado pela Suíça na vitória da turma da terra do chocolate contra a equipe ibérica. Amanhã, ela deve ficar longe do gol do amado durante a partida.
O técnico espanhol Vicente Del Bosque foi enfático ao dizer que, para ele, chegar às semifinais não basta. Contudo, pregou respeito ao adversário. “Vai ser uma eliminatória que será uma propaganda do futebol, com seleções de estilos distintos. Uma é um grande país que representa a América, outro representa a Europa e é sempre um rival difícil”, disse na coletiva obrigatória da véspera do jogo. Caso supere os guaranis, será a segunda vez que a seleção chega entre os quatro, o que ocorreu anteriormente em 1950.
O Paraguai vai adotar uma tática inusitada para conseguir alguma vantagem contra os adversários. Vão falar guarani em campo para evitar que a seleção do país que o colonizou entenda as estratégias traçadas entre eles. O treinador argentino Gerardo Martino (ele fala guarani?) deve manter o esquema defensivo que no papel tem três atacantes mas na movimentação é muito mais recuado do que sugerem as nomenclaturas. O segredo para a vitória, segundo ele, está no coração. “Se fizéssemos uma análise neste momento, poderíamos concluir que há muitas equipes superiores ao Paraguai em termos de futebol. O que não sei é se elas tem o mesmo coração ou se elas, como nós, reconhecem o momento histórico que está à nossa frente.” Será que isso vai ser suficiente?



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