Após o corte do Morumbi da Copa no Brasil, a hora é do Canindé, estádio da Lusa. Até lá, há que se combater as retrancas do mundo, contaminadas pelo técnico português.
Primeiro cortado
A seleção de Dunga neste ano, diferentemente dos últimos quatro Mundiais, não teve jogadores contundidos. Mas para 2014, já está dado o primeiro corte na escalação brasileira. O Morumbi foi descartado pela Fifa para sediar jogos na Copa no Brasil. Mas a cidade de São Paulo continua nos planos, algum estádio vai ter de abrigar as partidas paulistanas, mas qual? Os palmeirenses querem o Palestra Itália; corintianos querem um estádio novo em Pirituba ou em Guarulhos; os privatistas querem vender o Paulo Machado de Carvalho para receber jogos no Pacaembu. Uma loucura?
Por que não?
Torcedores da Lusa paulistana também têm vez. Criaram a campanha Canindé 2014, que já tem o apoio de 86 pessoas no Facebook e 96 no Twitter. Mas a hashtag #canindé2014 precisa chegar aos seguidos pelo neotuiteiro Joseph Blatter.
Saramagão
O Doutor Oswaldo Teixeira Duarte foi construído em 1953 e remodelado 20 anos depois, já pela Portuguesa de Desportos. O nome atual veio em 1979, em homenagem ao falecido presidente do clube da colônia lusitana. Mas se for para transformar as dependências ribeirinhas do rio Tietê, é o caso de mudar também de nome, para garantir um apelo mais internacional. A triste notícia da morte do escritor José Saramago na sexta-feira (18) é uma oportunidade. O Saramagão tem potencial para receber a abertura da Copa. Quem apoia?
Retrancas
Falando na comunidade portuguesa no futebol, outro conterrâneo do leste da Península Ibérica é motivo de polêmica. Marcelo Barreto, sósia de Renato Aragão e apresentador do programa SporTV News, desenvolveu uma teoria digna das melhores mesas de bar sobre as retrancas onipresentes nesta Copa. Quem atribui as mazelas do futebol brasileiro à Era Dunga, opina Barreto, pondere. Em tabela com o colega André Garcia, ele desenvolveu a teoria de que é tudo culpa de José Mourinho.
Era Mourinho
Campeão da Champions League 2010 pela Inter de Milão, quando barrou o Barcelona de Messi e cia., e de mais um monte de títulos europeus, Mourinho é considerado por muitos comentaristas esportivos como o melhor técnico do mundo. “A Copa do Mundo virou um festival de times que tentam imitar os de Mourinho – sem talento para isso no banco ou no campo”, psicografa o jornalista, em nome do exu-tranca-zaga que assola a Copa. “Vamos nos defender primeiro para depois pensar em atacar, é o lema”, prossegue.
Pensar em atacar
De fato, o lusitano treinador é um retranqueiro quando quer, mas joga com o regulamento no bolso. Se a culpa não é da Jabulani, das vuvuzelas nem da namorada, só pode ser do Mourinho se o pessoal tiver entendido mal o que o cara põe em prática em seus times. Recapitule aí: primeiro vem a defesa, depois o ataque. Ora, se a defesa está garantida, é o momento de também atacar. Assim, nem que seja para variar. Mas não. Na Copa da África do Sul, parte dos times só ataca por engano. Com dois ou três, no máximo.
A culpa não é do salsichão
Antes da partida em que a ex-sensação Alemanha perdeu para a separada Sérvia, veio uma notícia bomba. “Alemanha diz ter trocado salsicha por massa no café da manhã”, noticiou a Reuters. A história era curta e inocente: o tradicional café da manhã alemão de salsicha, presunto e queijo foi substituído por massa. Como o jogo aconteceria às 13h30 locais, era preciso nutrir a turma de carboidratos. Parece que macarronada no café da manhã não deu certo. A falta do salsichão é que é culpada pela derrota.
A Copa no trabalho
O próximo jogo do Brasil é neste domingo (20), quando a maioria dos brasileiros não trabalha. Mas a terceira apresentação, contra Portugal, cai na sexta-feira. Muita gente tem de ver o jogo na labuta. Como se comportar, ora pois? Do sempre ótimo Blá blá gol – que dará ponto facultativo – vêm as instruções.
Leia e aprenda
“Fora da empresa vale gritar, espernear, apitar, pintar o rosto e é lógico também vale xingar o juiz de “ladrão” só não vale beber a ponto de que no dia seguinte ao jogo você esteja de ressaca e também não vale arrumar brigas, pois nós sabemos que quando o Brasil faz um gol dá uma vontade grande de abraçar a primeira pessoa que está a nossa frente, principalmente se ela for alta, bonita e cheirosa.”
“Evite os exageros no vestuário, na bebida na hora do almoço (tradicional aquecimento para o jogo). Em relação ao seu chefe deixe que ele tome a iniciativa no que se refere ao grau de liberdade que ele acha adequado para o ambiente (…). Naquele lance em que o juiz anulou um gol legítimo do Brasil, caso o seu chefe não chame o juiz de ladrão, safado, filho da p… não é você que vai fazer isso.”



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