Vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Sul sacramenta melhor campanha do país desde 1970, quando perdeu na semifinal para o Brasil. História pode se repetir
O Uruguai chegou à Copa do Mundo da África do Sul disposto a justificar a cada vez mais distante fama de bicampeão mundial. A vitória deste sábado por 2 a 1 sobre a Coreia do Sul sacramenta a melhor campanha do país desde 1970, quando foi eliminado pelo Brasil nas semifinais – cenário que pode inclusive se repetir essa ano.
O jogo foi bastante movimentado e poderia ter sido mais fácil para os sul-americanos. As duas equipes começaram o jogo no ataque. Antes dos 5 minutos, Park Chu-Yong cobrou falta na trave uruguaia. O goleiro Muslera só olhou.
A Celeste respondeu rápido e, aos 8, Cavani achou Forlán na esquerda do ataque. Ele cruzou, a defesa inteira da Coreia, goleiro incluído, entrou em pane e o excelente Luís Suarez, sozinho, abriu o placar.
A partir daí, o Uruguai recuou e buscou o contra-ataque, enquanto a Coreia martelava. Se, por um lado, a boa defesa sul-americana conseguiu barrar os ataques coreanos, por outro, a Celeste não conseguiu encaixar os contra-ataques do jeito que queria. O jogo ficou chato de ver até o final da primeira etapa.
A Coréia voltou melhor do intervalo, com o atacante Lee Dong Gook no lugar do meia Kim Jae Sung, e conseguiu pressionar de verdade e acuar o Uruguai. O merecido gol saiu aos 23 minutos, em cabeçada de Lee Chung Yong. Foi a primeira vez que a defesa sul-americana foi vazada até aqui. Um minuto depois, Chung Yong teve a chance de virar, mas chutou em cima do goleiro.
Vendo o risco de uma prorrogação, o Uruguai resolveu jogar bola. O jogo ficou aberto e divertido de assistir. E o talento sul-americano fez a diferença: aos 30 minutos, Luís Suarez pegou a sobra de um escanteio e bateu de curva, no canto esquerdo do goleiro Jung Sung Ryong. Golaço que colocou o camisa 9 entre os artilheiros da competição até aqui, com 3 gols, ao lado de David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Higuaín (Argentina).
Park Chu Yong ainda perdeu uma chance na cara do goleiro aos 42 minutos, mas ficou nisso mesmo. A impressão da partida foi que, se os uruguaios não tivessem recuado para segurar o 1 a 0, poderiam ter feito mais e matado o jogo ainda no primeiro tempo. A defesa é boa e protegida por uma parede de volantes. No ataque, Forlán e Suarez são excelentes, o primeiro com passes e o segundo com faro de gol. Cavani completa o trio com um pouco menos de qualidade, mas hoje foi bem. Do jeito que foi, deram sopa para o azar.
Do lado da Coreia, o time é ajeitado taticamente e tem os dois Parks, Chu Young e Ji Sung, bons jogadores. Mas estão um degrau abaixo do forte time da Celeste, que pega EUA ou Gana nas quartas. Seja quem for o adversário, Forlán e cia. têm bola para chegar às semifinais – para, se tudo der certo, perderem novamente para o Brasil.
Veja os melhores momentos:
Uruguai 2 x 1 Coreia do Sul
Uruguai
Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín (Victorino) e Fucile; Pérez, Arévalo e Alvaro Pereira (Lodeiro); Forlán, Suárez (Ferrnández) e Cavani
Técnico: Oscar Tabárez
Coreia do Sul
Jung Sung Ryong; Cha Du Ri, Cho Yong Hyung, Lee Jung Soo e Lee Young Pyo; Ki Sung Yueng (Yeom Ki-Hun), Kim Jung Woo, Park Ji Sung, Lee Chung Yong e Kim Jae Sung (Dong Cook); Park Chu Young
Técnico: Huh Jung-moo
Gols: Suárez, aos 8 do primeiro tempo e aos 35 do segundo tempo; Lee Chung Yong, aos 23 do segundo tempo
Cartões amarelos: Kim Jung Woo, Cha Du Ri e Cho Yong Hyung Estádio: Nelson Mandela Bay (em Porto Elizabeth). Data: 26/6/2010. Horário: 11h. Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha). Assistentes: Mike Pickel (Alemanha) e Jan-Hendrik Salver (Alemanha). Público: 30.597



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