Depois de jogar na sexta-feira, seleção volta para enfrentar Chile pelas oitavas. Parada antes e depois do fim de semana é celebrada por muita gente, que já anda pedindo Copa com mais frequência
Nesta segunda-feira (28), a seleção brasileira volta a campo pela Copa do Mundo. Agora pelas oitavas de final, o time comandado por Dunga enfrenta o Chile de Marcelo El Loco Bielsa. O jogo começa às 15h30, o que significa que o expediente fica mais curto para muita gente. Nas grandes cidades, o trânsito vai ficar um caos a partir das 14h. E olha que a última vez que isso aconteceu foi na sexta-feira (25), o dia útil imediatamente anterior.
Mas vale a pena. Mais até: é necessário, porque é Copa do Mundo, acontece a cada quatro anos. É bem verdade que tem gente já pensando em pedir, por favor, para o seu Joseph Blatter, presidente da Fifa, para ter Mundial com frequência maior, quem sabe todo ano? A negociar com a autoridade máxima do futebol uma mudança na tradição de 80 anos, interrompida apenas durante a Segunda Guerra Mundial.
Brincadeiras à parte, o confronto da tarde desta segunda reúne seleções em certas crises futebolísticas.
O Chile terminou a fase de grupos jogando menos bola do que quando começou. Foi uma seleção ótima na estreia, boa no segundo jogo e mediana no terceiro. A trajetória descendente coincide com o nível técnico dos rivais, progressivamente melhores.
Bielsa gosta de seus times jogando ofensivamente. Contra o Brasil nas eliminatórias, essa opção significou duas goleadas só na base do contra-ataque, 3 a 0 jogando em Santiago, e 4 a 2 em Salvador (BA).
Isso contribui para arremessar o favoritismo para os brasileiros. Mas o time de Dunga não anda tão bem com os críticos e torcedores. Contra a Coreia do Norte, quase ninguém gostou. Para vencer a Costa do Marfim, mais futebol foi necessário, e até os mais céticos aprovaram.
Quando os otimistas começavam a vislumbrar um progresso linear, azedou a bagaceira. Contra Portugal, sem três titulares, – Robinho, Elano e Kaká – o time perdeu padrão de jogo, cedeu à marcação da seleção da Península Ibérica e, na segunda etapa, por pouco não tomou o gol que representaria a derrota.
Pior, o volante Felipe Melo mostrou o nervosismo e o destempero temido por seus críticos. Quando foi corretamente substituído por Dunga para evitar uma expulsão que prejudicaria a vida da seleção, despencou a qualidade daquela troca de passes de lado que tortura os impacientes amantes do futebol ofensivo.
Se Robinho, Elano e Kaká estão praticamente garantidos, Felipe Melo deve desfalcar a seleção, em função de um inchaço no tornozelo. Como o técnico mostrou-se conservador ao extremo, vai provavelmente colocar outro volante em seu lugar. Ramires que entrou bem contra Portugal pode ter sua chance, mas Josué é o preferido de Dunga para a função.
Quem apita o jogo é o árbitro inglês Howard Webb.




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