Chile lidera e pode garantir 100% de aproveitamento se vencer os espanhóis. Mas a Fúria não quer saber de ampliar o estigma de amarelões
A terceira e última rodada da fase de grupos encerra-se nesta sexta-feira (25). O Brasil e seus colegas de Grupo G vão a campo, assim como os times do H. A Espanha vai mostrar se veio à África do Sul para ser uma Holanda ou uma Itália – quiçá uma França.

Casillas, Sergio Ramos e Fernando Torres, em campo contra o Chile (Foto: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images)
As partidas começam com poucas chances de mudança entre os classificados. Apenas uma combinação improvável de resultados tira Portugual das oitavas e o time de Dunga já está garantido. Mas as posições podem mudar em caso de revés da equipe canarinho.
À tarde, Chile e Espanha lideram, mas a Suíça não está fora. Com três pontos, os retrancados representantes da terra do chocolate, dos bancos e do canivete precisam vencer por dois gols ou mais para se garantir sem precisar sequer olhar para a outra partida. Jogos que prometem ter reviravoltas.
Grupo G
Portugal x Brasil – Durban – 11h
Coreia do Norte x Costa do Marfim – Nelspruit – 11h
A Costa do Marfim aposta em Drogba para ajudar a operar o “milagre da multiplicação de gols”, como definiu o lusitano Desporto. Não basta golear a Coreia do Norte, que se converteria no maior saco de pancadas do campeonato. É preciso que o Brasil também ensacole Portugal com muitos tentos de diferença.
Tudo para tirar a diferença de nove gols que separam os saldos das duas equipes. Os africanos têm menos dois, acumulados da derrota para o Brasil. Já os comandados de Carlos Queiroz somam sete positivos. Então, teria de ser algo como dois 5 a 0 ou um 7 a 0 de um lado e um 3 a 0 do outro.
Então tá, conta outra.
Do lado do Brasil, os detalhes estão aqui.
Grupo H
Suíça x Honduras – Bloemfontein – Jun 25 15:30
Chile x Espanha – Pretoria – Jun 25 15:30

Vicente del Bosque, treinador espanhol, que precisa acabar com a fama de time pipoqueiro. Para isso, precisa desfazer o ferrolho suíço (Foto: Steindy/Wikipedia)
As emoções devem ficar guardadas para as partidas da tarde. Excluindo Honduras, as outras três seleções têm chances. Chile lidera, com seis pontos e 100% de aproveitamento, seguido de Espanha e Suíça, com três cada. Os ibéricos ficam à frente por ter um de saldo, contra zero dos suíços.
Caso a Espanha perca, precisa torcer para a Suíça também se dar mal contra Honduras. Com um detalhe: a Espanha não pode perder por uma diferença de gols maior do que no eventual revés dos suíços.
Credo!
Uma vitória sobre o Chile resolve tudo. Um empate só atrapalha se os suíços somarem três pontos contra a desinteressada Honduras.
Uma desclassificação da Espanha significaria a terceira seleção favorita eliminada, ao lado de Itália e França. Para evitar isso, Iniesta está de volta. Com Villa e Fernando Torres, forma um trio ofensivo forte, “um autêntico luxo”, segundo El Mundo Desportivo.
Resta saber se vão corresponder em campo. Vicente Del Bosque já fala em domínio sul-americano da Copa, como forma de se preservar e de jogar um improvável favoritismo para o adversário.
O Chile promete atacar. E deve cumprir, porque não sabe fazer outra coisa, jogar de outro modo. Marcelo Bielsa, El Loco, coloca suas equipes para frente, mas nem sempre ganha, claro.
No outro jogo, os suíços de Ottmar Hitzfeld apostam na defesa ruim de Honduras para vencer. Uma vitória por dois gols ou mais de diferença garante a classificação sem precisar fazer contas. Menos do que isso, só com tropeços espanhóis.




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